04/08/08

Entrevista de Kool Klever ao hiphopangolano.blogspot.com

 
1-Porquê a demora para o lançamento do álbum?

Bom, a demora deve-se ao facto de eu não estar trabalhar sozinho, estou também a depender de algumas pessoas. Eu trabalhei no álbum com os meus parceiros, a Cérebro Records e a Black Ink até a mistura e masterização do álbum, depois disso tive algumas dificuldades financeiras porque queria ser eu a editar e a distribuir o álbum e fiz um contrato com a LS Produções de edição e distribuição que já dura cerca de três meses que era altura em que o álbum devia ter saído. Então não cabe a mi dizer concretamente o que é que se passa, sei apenas que se trata de uma questão de prioridades da LS. Mas dentro de duas semanas ou menos o álbum estará em Angola e marcaremos então a data mais breve possível para a venda.


2-De que label és e por onde saíra o álbum?
O álbum saíra com três selos que são a Black Ink, a Cérebro e Grupo K que é uma empresa minha e do meu sócio Calebe. O Grupo K é a responsável por todos os aspectos financeiros do álbum, a Black Ink e a Cérebro foram o suporte de gravação. Eu comecei a gravar na Black Ink, que é na Cuca, e eu vivo no Kassequel, era um muito complicado para mi e depois sem transporte…fruto disso começou a minha parceria com o Kennedy (Cérebro), conversei com o CMC (Black Ink) e a concordamos que para a dinâmica do trabalho era melhor fazer as coisas na Cérebro que é no Cassenda e muito mais próximo da minha casa. Com o tempo de trabalho, surgiu uma química muito grande entre mi e o Kennedy e consequentemente a ideia de ser ele o supervisor musical do meu álbum, coisa que o CMC já estava a fazer. Como artista eu sou da Cérebro mas sem deixar de fazer parte da Black Ink, até porque nós temos mesmo um contrato ou seja em termos físicos e para o bem do meu trabalho estou ligado a Cérebro como produtora e gravadora constituída por um conjunto de artistas que pensam da mesma forma enquanto com a Black Ink tenho um ligação contratual mas também neste momento a Black Ink está em reestruturação e há neste momento muito trabalhos para como o álbum do Yuno que estava a ser preparado.


3-Fale-nos das participações no teu álbum.
Em termos de produção tem o CMC (3), Dji Tafinha (2), Mad Contrario (2), Keneddy (4) e o Boni (2) mas devia ter mais. O termos vocais participara no álbum o Dji Tafinha, CMC, Da Bullz, Kennedy, Mad Contrario, Edu ZP, Mc K, Leonardo Wawuti, Konde, Oliver, Flora Machado, Isaú e o Talento (Guitarras).


4-Apesar do álbum ainda não ter sido apresentado,sei que já está todo feito. Sente-se realizado com isso?
Super…é algo que eu já tinha projectado a muito tempo. Mas no princípio da minha carreira como artista, não era minha ambição gravar um álbum por causa das vicissitudes que tive com o meu grupo GC-Unit (Phater Mak, Gangsta Du e Prince Wadada). Essas vicissitudes foram com o mercado, nós como grupo, decidimos fazer musica só por fazer, como um hobby ou coisa do género e não para ser comercializada. Sinto-me realizado porque mesmo sem muita promoção o feedback das pessoas é muito grande, as musicas têm tocado muito e há uma enorme aceitação, por exemplo a musica “Verbalização” deixou-me surpreso, porque eu não sou e nem sou visto como um mc de batalha e o verbalização é daquelas raps que as pessoas chamam de skill, mas claro eu não consigo fazer musica sem deixar uma mensagem. A musica esta a ser muito bem recebida porque até é o que a nova geração gosta (musicas com muitas Punshs), mas eu quero fazer muito mais coisas, porque eu sou daqueles artistas que nunca esta satisfeito.


5-Com toda experiência que tens no rap nacional, tem algum momento marcante da tua carreira como artista que gostarias de referir.
Bem, houve uma altura que foi muito intensa para mi porque eu estava num bom momento como compositor e minha vida estava muito torta, o primeiro filho era um recém nascido e foi também a fase em que eu comecei a trabalhar com a Bruna Tatiana onde eu acho que escrevi as coisas mais profundas fora do rap onde me destaquei com a musica “Um sol pra cada dia” que foi para mi um momento muito grande que eu tive como compositor e como pessoa e, consegui sair daquela confusão que era a minha vida, desempregado e sem muitas perspectivas. Nesta altura eu acho que escrevi muito, quando ouvi a música feita, foi bom, depois de um trabalho onde era apenas eu, Paul G e a Bruna. Outro momento foi a participação que tive num espectáculo no Karl Marx com o grupo americano “The Lords of Underground”, onde me chamaram para um Freestyle e fiz totalmente em inglês e eles ficaram super loucos com a minha participação. Por ultimo a actividade no Espaço Baia do "Kool Klever e amigos", foi muuuiiitoooo fixe…consegui ver que sou um pouco mais querido do que eu pensava, e também sem duvidas o meu single pela Mad Tapes foi outro momento. A minha relação com a Mad Tapes continua e sem duvidas ainda vai sair algo pela Mad Tapes porque eu gostaria muito de voltar a trabalha com o Samurai.


6-Falaste em Paul G e Bruna…sei que és um dos mentores da Magic Fingers (actual produtora do Paul G).
Eu não sou um dos mentores da MF. A primeira versão do meu álbum estava a ser toda orquestrada pelo Paul G, ele criou a MF e convidou-me para fazer parte dela, mas quando eles (Paul G e a Bruna) foram para o E.U.A eu comecei a trabalhar com outras pessoas como o Laton, na altura até participei no álbum “Bobinagem” do Bob da Rage Sense. Há muitos artistas que não estão presentes no álbum já feito mas que fizeram parte do meu percurso. Agora voltando a pergunta…epá Magic Fingers for life, todo apoio que for preciso dar eu estou disponível e sei que também posso contar com a MF.


7-Como avalias a tua a performance como artista e quais as tuas principais inspirações?
Epá é complicado…mas é assim tudo que eu faço é muito bem recebido, as pessoas têm recebido muito bem e também tenho um certo cuidado em escrever as minhas musicas, a minha tendência é sempre para mensagens positivas. As minhas principais inspirações são a vida, o hip hop, a minha família e outras cenas que no resumindo fazem parte daquilo que penso e que faço.


8-Tens beef com algum rapper?
Hum nada, pelos menos não que eu me lembre… bom já me falaram mal, mas felizmente nunca tive um beef assim aberto com alguém. A minha missão é transformar todos meus inimigos em amigos. Pode haver uma ou outra pessoa que não gosta de mi, mas eu me considero uma espécie de Nelson Mandela do hip hop, só quero paz. Eu não gosto de ter problemas porque eu sou daquelas pessoas que sente muito as coisas e que qualquer problema que eu tenha fora do meu lar afecta o meu lar e minha convivência com os amigos. A música é algo que vem de dentro e as coisas que acontecem no hip hop e com as quais eu não concordo eu falo nas minhas musicas mas nunca citando nomes de grupos, pessoas ou títulos.

9-Underground e Comercial. Como definir?
Para começar eu me identifico muito com o underground. Essas palavras só existem porque não é suposto a arte ser definida pelo comércio, há sempre um grande problema em comercializar a arte porque quando se comercializa a arte de forma mais ou menos industrial, a arte é influenciada pelo comércio e partindo deste ponto vamos ter a noção de que: A arte influenciada pelo comercio é o comercial e a arte que mesmo vendendo não é influenciada pelo comercio é o underground. Porque é assim, existe uma maquina como as editoras, as produtoras, as rádios, os empresários e patrocinadores que de uma forma ou de outra tentam definir aquilo que certos artistas (de uma forma geral e não apenas no rap) devem fazer para que vendam mais facilmente, enquanto que há aqueles artistas que preferem vender o que fazem e não fazer o que vende. Se me perguntares a seguir de que lado estou, responderei dizendo que estou do lado daqueles artistas que vende o que faz e não faz o que vende.

Dino Cross, Kool Klever e Nigga Edi "Edivaldo dos Santos"

10-Fale-nos das tuas outras actividades ligadas ao hip hop como o Ecletismo Poético (Espaço Baía), o Big Show Cidade (Rádio Luanda) e o Eclético FM (Rádio Escola).
Bem eu sempre fui um activista do Hip Hop porque o conjunto que forma o Hip Hop faz parte da minha vida. È pena que agora não temos espaço para continuar a trabalhar com o Graffiti e o Break Dance como fazíamos no Chá de Caxinde porque o Baía é um lugar pequeno para os B. Boys. Eu tenho um carinho especial pelo Ecletismo Poético, porque é uma oportunidade que estamos a dar aos artistas novos e também aos antigos de mostraram o outro lado. Felizmente o Ecletismo Poético transformou-se numa marca de excelência e passam por lá todos artistas, nós já tivemos Jeff Brow, Army Squad, Kalibrados que são como se fossem nossos colaboradores porque dão sempre o apoio deles, desde o principio, mesmo quando eu realiza as “Tardes de Hip Hop” (com Dino Cross, GMC e Disco B) eles sempre tiveram muito ligados, principalmente o Vui Vui. A rádio é um vicio para mi, eu tenho cerca de onze anos de rádio e juntei o útil ao agradável (rádio e hip hop), vamos tentar levar o Big Show Cidade para mais dez anos e se calhar comemorar 20 anos de Big Show Cidade já todos velhos. Eu vou continuar a estar ligado ao hip hop.

11-Fale-nos da evolução de cada um dos elementos do hip hop nacional em Angola.
Acho que tudo do hip hop evoluiu, mas sem dúvidas que o rap sofreu a maior evolução. Quando eu comecei não havia graffiti, haviam apenas algumas pessoas a pintar em camisolas, panos e cadernos mas ruas nem pensar. O graffiti nas ruas evoluiu muito graças a Baw Crew e outros poucos. Para mi o percursor do graffiti é o Samurai que o primeiro graffi-Righter sério que conheci a pintar paredes e outras cenas. O break dance foi o primeiro elemento a existir em Angola e teve uma fase muito forte nos finais dos anos 80 e princípios dos 90 com Paulo Comba, João Dikson e esse pessoal do tempo deles, só que depois o house music começou a matar o break dance e depois quando surgiu o rap o break dance acabou, agora voltou e evoluiu muito com o Mortal Kombate e Estilo Urbano que são os dois melhores grupos. Outra parte do hip hop que evoluiu muito em Angola é a produção musical….é, os produtores estão muito maus….evoluiu muito muito e o rap também evoluiu, apesar de ser mais quantidade do que qualidade, há muita gente a fazer, mas poucas a fazer bem. No universo dos rappers que existem, o número de bons rappers…que fazem bom uso da palavra, da imagem, dos espectáculos e outras coisas como deve ser no sentido geral, é muito pouco. Há muitos bons rappers de estúdio que são péssimos nos espectáculos ao vivo e playback.

12-Qual é para ti o verdadeiro papel do hip hop numa sociedade como a nossa?
Eu acho que quando começa a se politizar muito a musica corresse o risco de nos desviarmos, porque a musica tem uma alma livre. É como o MC K diz “a musica é um rio e o artista não é refém”…para mi quando a musica fala muito de politica e só politica perde o sentido de musica, aquela alegria da vida, fica muito politica sem ritmo e beleza é como se eu tivesse a ler um jornal ou ver um noticiário… mas eu gosto da musica engajada aquela que está ligada aos aspectos sociais porque é o que nos rodeia. O hip hop é uma cultura de subversão, não é uma cultura que deve ser sempre bem vista. O hip hop é uma cultura que surgiu como uma anti-cultura ou contra-cultura e, mais tarde quando começou a dar dinheiro foi abraçada pelas grandes editoras, marcas e selos como a Coca-cola, Sony, MTV, etc e hoje se popularizou apesar de ainda não ser tão bem vista e para mi continua com uma actitude de subversão. O graffiti é o pior de todos, em muito países é proibido graffitar e criam-se espaços próprios para pintar mas ainda assim há prazer de alguns graffiteiros de pintar em sítios proibidos…o rap que é a parte do hip hop mais comercializada, é a que mais perdeu a actitude de subversão, antes haviam títulos de álbuns como “eu preciso um bilhão de dólares pra nos fazer recuar”, "Nutrição Espiritual" ou seja títulos que só por si nos faziam pensar, agora há títulos como “A flor” “A rosa” “O amarelo”, as coisas estão muito fracas, há muito eu fiz, eu sou,…meu brother Reptile titulo do álbum é “Acima do limite” epá é meu brother mas é um titulo que fala dele, outros títulos como “Tomada de Posse”, “Negocio Fechado”….a tendência das coisas é muito individualista, coisa que tem no rap de hoje. Eu sou apaixonada pela aquela altura em que o título do álbum já deixava uma mensagem. O problema é que o rap americano nos influencia muito e parece que verdadeiro rap aqui esta a morrer.

13-Recentemente os Kalibrados foram nomeados para a “Channel O Music Awards” premiação anual da Channel O canal televisivo da Africa do Sul. Apesar da grande popularidade que tiveram e das várias formas de votos acessíveis, os angolanos quase que não votaram.
Epá, os Kalibrados tiveram uma fase muito negra, o espectáculo com a Army Squad contribuiu para isso, os beefs em que se envolveram alguns dos elementos do grupo, o nome do Vui estava em todas as bocas, as nove musicas que surgiram nas ruas e que até agora acho que não se sabe quem espalhou epá enfim…mas os Kalibrados continuam a ser um grupo querido, a musica Bam Bri Bam já tocava a muito tempo mas, depois do vídeo as pessoas voltaram a falar das musicas como uma coisa doida. Eu acho agora que eles têm que provar e confirmar o sucesso passado, eles têm o público deles e acho que esse álbum vai servir para eles se afirmarem e provarem que aquilo não foi só fogo de palha. Dou a minha força aos brothers porque eu sei que eles têm talento, qualidade e força suficiente para conseguirem dar a volta por cima.

14-Qual é a tua apreciação sobre o ultimo espectáculos dos SSP?
Fantástico…bom houve um problema apenas de som, mas no geral foi super bom. Eu fui no segundo dia e aquela sala estava cheiíssima. Eu que esta a acontecer algo que pessoal não esta a dar conta, o pessoal da velha escola está a fazer coisas muito boas, houve uma fase que a velha escola não fazia nada, era só a nova escola a dar e sempre a dar, mas agora parece que as coisas estão a mudar e há uma tendência maior em mudar as coisas. Os SSP são muito queridos, cada música deles leva-nos a um momento das nossas vidas e surge aquela nostalgia que mesmo sem você gostar muito das músicas, você viaja. Eles são meus amigos e eu sempre disse que gostava de poucas músicas deles mas, as musicas deles levam-me á vários momentos da minha vida.

15-Reptile “Acima do Limite”, Dji Tafinha “Preto no Branco”, Zona 5 “Caixa dos Sonhos”, Big Squad “Evolução” Cage 1 “Angolan Dream Boy” e Kid Mc “Caminhos”- fale sobre esses álbuns.
Bom, eu não comprei o disco “Caixa dos Sonhos” da Zona 5 e muito sinceramente para mi não fazia diferença comprar ou não, não é daquele rap que eu tiro dinheiro para comprar, posso apoiar, não cheguei a comprar mas compro quase tudo que sai apesar de ultimamente estar a seleccionar um pouco mais e esse álbum estava fora das minhas escolhas. Quanto ao “Acima do Limite” do Reptile, o pessoal tem que entender que o álbum dele tem quase três anos contando a partir da minha participação, se álbum saísse naquela altura talvez teria maior feedback, mas é um álbum que eu gosto de ouvir porque tem quase tudo. As pessoas confundiram o que ele fez na mixtape com o álbum, que não é muito o que ele mostrou…mixtape é mixtape e álbum é álbum…na mixtape ele gravou depois e evoluiu um bocado mais, nota-se nas punshilines e no próprio work play ou jogo de palavras esta mais desenvolvido do que no álbum, mas a se ter em conta, tem boa vibe e eu gosto de ouvir porque tem boa vida. Quanto ao “Preto no Branco” do Dji Tafinha, eu muito sinceramente esperava um pouquinho mais de profundidade em termos temáticos, mas eu entendo-o na medida em que ele não queria fazer exactamente o que ele fez no álbum anterior, o anterior marcou uma fase e este marcou outra fase que não é precisamente evolução mas outra coisa. Há uma rotura notável entre os “Noites em Branco” e o “Preto no Branco”, mas em termos de instrumental e canto, é dos álbuns mais inovadores que surgiu e ele tem um tendência nata em ser inovador principalmente em termos de produção. O é um pouco de mc de batalha e mensageiro e ele as vezes fica um pouco no mc de batalha e na minha opinião perde-se. Por outro lado o Tafinha tem um grande poder ao vivo e quanto tu te habituas a ouvir um musico ao vivo e a rebentar quase sempre, quando vais ouvir o álbum não tens essa sensação porque o álbum é algo diferente e dá uma certa desilusão, gostei do álbum, mas podia ser um pouco mais selectivo nos temas, mas os temas que ele escolheu escreveu-os bem. Quanto a "Evolução" da Big Squad, não comprei e ainda não ouvi o álbum, porque não estava em Luanda mas ouvi uma musica que o GMC passou no Big Show Cidade e juro que para mi é uma das musicas mais extraordinárias que eu já ouvi no rap angolano, não sei o titulo, é um musica com percussão africana mas muito diferente das outras, pecou na escrita do tema, principalmente o terceiro verso. Quanto ao “Angolan Dream Boy” do Cage 1…epá é o Cage, o que esperar dele…tou sem comentários. Kid McCaminhos” é o melhor álbum desses que tu citaste e por isso nem preciso comentar é simplesmente único.
Comé não citaste o álbum do Nize Zulu e BC…eu comprei o álbum e é grande álbum.

16-Fale-nos um pouco com base nos teus conhecimentos do hip hop da lusofonia.
Duns anos para cá o hip hop feito em português tem dado passos consideráveis, entes era só Brasil e Portugal na Europa era nada, mas agora tem grandes produtores e rappres, nas ex-colónias como Angola principalmente e Moçambique houve uma grande evolução, de Cabo Verde, nada sei, mas os lusos cabo-verdianos têm dado provas de serem muito bons desde a muito tempo, basta falar em Boss AC. Precisa-se é de haver mais conexões, mas actividades e programas de rap nas rádios e tvs, porque o português também é muito falado no mundo, então há um grande mercado para se explorar por isso é importante que se cultive a ideia de que podemos fazer mais pelo hip hop da lusofonia… o incrível é que nestes países o rap mais falado é o underground, eu não tenho por exemplo grandes nomes de Portugal ou Brasil que não faça ou não tenha vindo do underground, o Sam the Kid é um exemplo, o próprio Boss, Valete, Man the Gap tão a gravar novamente, no Brasil fala-se agora de Marcelo D2, Mv Bill e outros. Mesmo em Angola falasse de Kid Mc, Kool Klever… eu acho principalmente que devia haver mais conexão entre Angola e Moçambique, esses dois juntos é uma coisa terrível. Alguns nomes de Moçambique que eu tenho em mente são, A Small, Azagaia, G Pró, Mr Arssem, Portugal podemos falar neste momento dos meus dois brothers Boss Ac e Sam the Kid, Bob da Rage Sense (angolano-tuga), Sam Rise (é muito forte), Dilema, Valete, Mind da Gap, NBC e outros, Brasil temos Racionais Mcs, Marcelo D2, Mv Bill e outros.

17-Qual é a tua lista favorita neste momento dos melhores produtores e mcs?
MCs
1º Kool Klever
2º Da Bullz
3º X da Questão
4º Dji Tafinha
5º Keita mayanda
6º Edu Zp
7º Keneddy
8º Vui Vui
9º CFK
10º CMC
Produtores
1º Mad Contrario
2º Keneddy
3º Laton
4º Boni
5º CMC

18-Recado final para os fãs, rappers e amantes da cultura Hip Hop. Acompanhem o trabalho do Edivaldo, meu brother que não gosta muito de aparecer, mais uma vez obrigado pela paciência mas o álbum está quase a chegar. Continuem a curtir, a ir aos espectáculos, ouvir programas, lerem revistas e comprar álbuns porque o movimento só se movimenta com movimento. Uma coisa que vocês não podem deixar de fazer é comprar o meu álbum porque se não vocês vão perder muito e esperam pelo álbum do Yanique (Afromen) e do Phathar Mak também. Em primeira-mão para o próximo ano saíra um álbum conjunto Phathar Mak e Kool Klever – “De Corpo e Alma” será o título do álbum e contará com a participação dos SSP (Paul G, Kuddy, Big Nelo e Jeff Brown).

Fonte: http://hiphopangolano.blogspot.com/

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