O músico angolano Ladislau Wilson Camacho "Lawilca" tem já aprontado seu novo trabalho discográfico intitulado “M 25 A – Evolução”, que deverá ser lançado oficialmente nos próximos 60 dias, na capital angolana.
Em entrevista concedida à Angop, o intérprete, também ele engenheiro arquitecto, informou que, dois anos e meio parado após a estreia em 2005, com “Sé Diame” (Meu Pai), no estilo Soul R&B, o regresso será marcado por um artista amadurecido, a cantar também Zouk, pop e Afro music.
Do álbum, que comporta 14 temas, foram extraídos duas faixas promocionais (Varandeiro e Dance More), que servem de cartão postal da obra. Os temas reflectem o amor (em distintas vertentes), a união entre os irmãos e, a coabitação na diferença, fazendo as delícias dos admiradores do artista, bem como submetem-no à “prova dos nove”, a ser feita pelos críticos musicais.
Na totalidade, o álbum teve participações vocais de Nikila, Agre Gi, Raptile, Don Didi, Mago, Megga Fofo, Extremo Signo e, produção de Nikila (pela produtora Killah Record), Tito Olívio (pela C. L. C.), Raiva (Raiva Produções), Sandokan (Army Music) e Cadgi Man, todos eles artistas da nova vaga.
No mercado há já duas semanas, prevê-se promover o álbum durante Agosto e Setembro, para posteriormente a venda na portaria do Cine Atlântico, em Luanda.
Cinco mil exemplares são o volume que se prevê produzir numa primeira tiragem, que deverão ser comercializados em Luanda, Uíge e Zaire.
Segundo Lawilca, pretende levar o disco, fundamentalmente às províncias de Uíge e Zaire, porque pretende presentear seus admiradores naquelas paragens, onde protagonizou os maiores espectáculos quando publicou o primeiro álbum.
«É importante que os fãs saibam que o artista evoluiu bastante e, portanto, o recebam com maior simplicidade possível, porém, com respeito a um artista maduro, se comparado à primeira aparição, em 2005, com “Sé Diame” (Meu Pai)», assinalou, Lawilca, que defende ser igualmente fundamental preservar a identidade cultural por formas a conservar as raízes da terra que o viu nascer.
O artista diz-se ser produto das influências que sofreu de duas escolas: Estrelas ao palco (concurso de imitação) e a família, que o ajudaram bastante no seu amadurecimento artístico. Teta Lando, Teta Lágrimas, Guto, Mário Gama, Vovô (do conjunto Algefixo) são nomes sonantes que o influenciaram.
Os dois anos e meio parados justificam-se com o facto de ter periodizado os estudos (Arquitectura) e o emprego, que o permitiram sustentar os estudos.
“Agora quase formado (faltando apenas defender o projecto) é hora de voltar aos palcos e agradar aos fãs”, por isso, está aí o single (temas promocionais).
Espero que consumam até a exaustão, pois, é a antevisão do que será o álbum, rematou o artista, no seu estilo humilde e introvertido que o caracterizam.
Fonte: Angop